Sobre os trincos de um cristal

Existe um cristal muito valioso em cima da minha escrivaninha. Eu o levo onde for, sempre em cima dela, para evitar qualquer tipo de trinco. É um tipo de cristal que eu carrego, mesmo sem saber, desde que nasci. E, como eu não sabia o valor desse cristal, algumas pessoas ele já se rompeu.

Respeitar as escolhas do próximo não faz mal a ninguém



Pra quem não sabe, sou formada em jornalismo há dois anos. Entrei na faculdade em 2011 e no mesmo ano conheci uma garota fantástica! Ela se tornou minha melhor amiga e é até hoje, mesmo depois de escolher abandonar o curso.
Essa semana ela me questionou se eu já me senti desconfortável com a falta de respeito que as pessoas têm com as decisões que eu tomo. Devolvo essa pergunta pra você, leitor. Como você se sente?

A luta contra o luto



O primeiro contato que eu tive com a morte de um familiar, eu ainda não tinha nem 6 anos completos. E quando minha mãe me disse que a minha avó havia morrido, eu lembro que eu ria, como se aquilo fosse piada. Afinal, o que era morrer?

Só vai tomar champagne do meu copo quem comeu grama comigo




Ser simples e direta é meu principal objetivo de vida: não conseguiria oferecer nem água para quem simplesmente não se importa com os passos difíceis que eu dou, o que, na atual situação, são muitos.

Não contei pra minha vó que ela tem câncer

Não contei mesmo. E muitas pessoas me julgam por isso: "Ela precisa saber, ela tem esse direito". E eu como neta, qual o meu direito? Eu não contei pra minha vó que ela tem câncer e desde que eu descobri, minha relação com ela mudou completamente. Estamos mais próximas. Nunca estivemos tão ligadas como hoje. 


Último romance



Não vou ser hipócrita e dizer que sempre tive uma boa relação com a minha vó materna, porque essa não seria uma verdade. E sem querer ser grosseira, os motivos são bem pessoais. Nunca a tratei mal, mas desde quando passei do 1,50 m eu acabei guardando algumas mágoas de certos acontecimentos. Mas também guardei lembranças. E são muitas. E boas.

Outros passageiros de um learjet



Muitas pessoas sabem que no dia 2 de Março de 1996, um acidente acabou com a carreira de sucesso de um grupo debochado e divertido. Mamonas assassinas eram incríveis. E o melhor adjetivo que eu já ouvi: meteórico. É. Eles foram. Dinho, Bento, Júlio, Sérgio e Samuel foram músicos diferenciados e serão inesquecíveis. Por essa razão eu não vim contar a historia deles. Essa, todo mundo já sabe. Então vim contar outras histórias. Tão reais quanto.